Considerando (3)
Enviado em 29 de Agosto de 2007
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Rio Branco do Sul mais uma vez está no noticiário estadual, ante a cassação do prefeito Amauri Cezar Johnsson, pela Câmara Municipal, noticia assim, de 10 segundos na TV, alguns minutos nas rádios e algumas linhas nos jornais, de tão comum nestes últimos 5 anos.
Por exemplo, a Tribuna do Paraná de hoje (29/08) noticia em sua página 2, que “também no último mandato o prefeito Bento Chimelli foi cassado, assumindo a vice, Joana Faria Elias, que também foi cassada, assumindo o cargo o presidente da Câmara, Elias Maltaca, que concluiu o mandato”.
De tão comum que são as cassações neste nosso infeliz município, os jornais da Capital sequer se preocupam em averiguar a veracidade histórica, ou então, seus informantes distorcem os fatos. Todos sabem que realmente Chimelli foi cassado, que Joana assumiu, foi cassada e pouco depois reassumiu por decisão judicial, concluindo o mandato. Maltaca exerceu o cargo por algumas horas (ou dias).
Essas repetitivas e constantes afirmações da imprensa televisionada, radiofônica e jornalística, fazem supor que “aqui só se elegem malandros, desqualificados, ladrões, corruptos e corruptores”, fazendo crer que os que se dizem honestos não concorrem aos cargos para não se envolverem nessa laia.
Errado ! Rio Branco do Sul tem gente honesta e capacitada, sim ! Mas a repetição das eternas querelas políticas que grassam no município são, sempre, vinculadas a interesses menos recomendáveis de quem vê contrariados seus objetivos individuais, de quem não é atendido em reivindicações pessoais ou de parentes e/ou apaniguados.
Porém, o objetivo precípuo desses malsinados interesses, é sempre “a próxima eleição”. E como em 2008 acontecem eleições municipais, o jogo de interesses é ainda mais latente. Daí a cassação de Amauri Johnsson, com Emerson Stresser assumindo o cargo.
Independente de “quem” esteja no cargo de prefeito da nossa cidade, esperemos que em 2008 saibamos escolher quem tenha as qualificações de iniciar e concluir um mandato de quatro anos, com harmonia entre os poderes.
Enquanto isso e embora não se saiba o que pode acontecer nas próximas horas, desejamos ao prefeito Emerson Stresser, sucesso na conclusão do mandato que lhe foi outorgado pela Camara Municipal.
Esqueceram de informar também que dona Joana foi cassada em uma segunda ocasião, quando no julgamento do mandado de segurança que restituiu-lhe o cargo, ela teve o pedido indeferido. Só que quando isso aconteceu faltavam dois meses para ela deixar o cargo e por alguma razão, não houve intimação e ela ficou até o fim.
Aliás, porque a Câmara não fez valer a decisão naquela época?