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Descaso com um Símbolo

Muitas cidades são simbolizadas por monumentos. Paris pela Torre Eiffel, Londres pelo Big-Ben, Nova York e Rio de Janeiro, respectivamente pelas estátuas da Liberdade e do Cristo Redentor.
O símbolo mais bonito de Rio Branco do Sul é a ponte de ferro na entrada da cidade, que remete à linha de trem cujo traçado levou à mudança da sede do município e que lembra nossos pioneiros. A ponte lembra os trilho por onde vieram pessoas e foi a madeira, processo responsável pelo início da cidade.
Sem o trem e sem a ponte, Rio Branco do Sul não existiria, e ela está ali para nos lembrar disso e mostrar que não foi fácil a vida de quem fundou a cidade, que não tinha rodovias nem carros confortáveis, mas mesmo assim não desistiu.
O que aconteceria se alguém pusesse uma faixa no Cristo Redentor ou um “banner” na Torre Eiffel? É de se pensar a reação nas cidades.
Ponte de Ferro
Pois é, mas em Rio Branco do Sul isso é comum pois, além de afixarem faixas no símbolo da cidade, deixam-nas apodrecer até cair, como mostra a foto acima.
O simples ato de colocar faixas ali já é um desrespeito, uma coisa de gente pouquíssimo preocupada com história, mas deixá-la apodrecer e ficar assim é muito pior que má educação, é cuspir na história de trabalho de pessoas que vieram há décadas para cá explorar madeira, dolomito e calcário, criar empregos, constituir famílias e trazer progresso.
OBS: Cabe à Prefeitura Municipal impedir esses abusos, multando e processando quem os pratica. Mas a ela também cabe arrancar as faixas postas ali, no mesmo dia em que eventualmente são afixadas.

Amauri Reassume prefeitura

“Voltou quem nunca deveria ter saído”
Cidade assiste à terceira posse na mesma legislatura e a oposição ao prefeito Amauri Cezar Johnsson garante que não desistirá de afasta-lo do cargo
O prefeito Amauri Cezar Johnsson reassumiu o cargo em torno de 10,30 de ontem, diante de decisão da justiça local divulgada ao final de terça-feira (13/11), que anulou todo o processo de cassação patrocinado pela Câmara Municipal de Rio Branco do Sul.
Os adversários, no entanto, não se dão por vencidos e afirmam que irão recorrer da decisão e darão continuidade à cassação, alegando irregularidades administrativas do prefeito.
Amauri, na reassunção do poder, afirmou que no período em que seu vice exerceu o cargo (dois meses e meio), não pagou funcionários, fez contratos ilícitos, dispensou licitações, empregou parentes e submeteu-se às regras de quem o conduziu ao poder. Denunciou que até o Hospital já estava sendo negociado (*v.matéria pág. 3) e se a justiça demorasse mais, certamente o município seria “loteado”.
Afirmou ainda, que aqueles seus antigos auxiliares que foram coniventes com os métodos dos que por pouco tempo exerceram o poder, não mais farão parte de sua equipe Garantiu que os que se mantiveram fiéis aos métodos de trabalho implantados desde 28 de março de 2005, voltarão aos seus cargos. Aqueles que traíram os princípios que nortearam o mandato de mais de dois anos, não terão seus cargos devolvidos.

Amauri reasssume prefeitura
O RAIO X, através de seu diretor, não dá ao prefeito Amauri Johnsson os parabéns pela recondução ao cargo, porque dele nunca deveria ter sido afastado, mas adverte que qualquer pessoa de bem que venha a exercer um mandato de tal envergadura, sempre estará sujeita às intrigas, à inveja, à maledicência. Seria ingenuidade querer cumprir esse mandato, sem que hienas insaciáveis queiram dividir o butim, mesmo que esse butim seja o bem do povo através de obras e política social que vise a melhoria dos menos favorecidos.
Prefeito Amauri Johnsson. Os votos são de que conclua seu mandato, que use de suas prerrogativas para, nesse ano e pouco que lhe resta, lance pelo menos as sementes de uma nova era para a nossa cidade.

Considerando (3)

Rio Branco do Sul mais uma vez está no noticiário estadual, ante a cassação do prefeito Amauri Cezar Johnsson, pela Câmara Municipal, noticia assim, de 10 segundos na TV, alguns minutos nas rádios e algumas linhas nos jornais, de tão comum nestes últimos 5 anos.
Por exemplo, a Tribuna do Paraná de hoje (29/08) noticia em sua página 2, que “também no último mandato o prefeito Bento Chimelli foi cassado, assumindo a vice, Joana Faria Elias, que também foi cassada, assumindo o cargo o presidente da Câmara, Elias Maltaca, que concluiu o mandato”.
De tão comum que são as cassações neste nosso infeliz município, os jornais da Capital sequer se preocupam em averiguar a veracidade histórica, ou então, seus informantes distorcem os fatos. Todos sabem que realmente Chimelli foi cassado, que Joana assumiu, foi cassada e pouco depois reassumiu por decisão judicial, concluindo o mandato. Maltaca exerceu o cargo por algumas horas (ou dias).
Essas repetitivas e constantes afirmações da imprensa televisionada, radiofônica e jornalística, fazem supor que “aqui só se elegem malandros, desqualificados, ladrões, corruptos e corruptores”, fazendo crer que os que se dizem honestos não concorrem aos cargos para não se envolverem nessa laia.
Errado ! Rio Branco do Sul tem gente honesta e capacitada, sim ! Mas a repetição das eternas querelas políticas que grassam no município são, sempre, vinculadas a interesses menos recomendáveis de quem vê contrariados seus objetivos individuais, de quem não é atendido em reivindicações pessoais ou de parentes e/ou apaniguados.
Porém, o objetivo precípuo desses malsinados interesses, é sempre “a próxima eleição”. E como em 2008 acontecem eleições municipais, o jogo de interesses é ainda mais latente. Daí a cassação de Amauri Johnsson, com Emerson Stresser assumindo o cargo.
Independente de “quem” esteja no cargo de prefeito da nossa cidade, esperemos que em 2008 saibamos escolher quem tenha as qualificações de iniciar e concluir um mandato de quatro anos, com harmonia entre os poderes.
Enquanto isso e embora não se saiba o que pode acontecer nas próximas horas, desejamos ao prefeito Emerson Stresser, sucesso na conclusão do mandato que lhe foi outorgado pela Camara Municipal.

Considerando (2)

Passe livre para idosos
Aplaudo a atitude do prefeito Amauri Johnsson, ao exigir o cumprimento de uma lei federal constante do Estatuto do Idoso, mas faço restrições ao governo federal quando, com a lei, instituiu mais um ônus para empresas do transporte coletivo. Se o governo federal quiser extender suas benesses (como o Bolsa-Família, etc.), que constitua os recursos para o ressarcimento às empresas. Acontece que, em nosso município, segundo consta, nenhuma das empresas que fazem o transporte de passageiros e, portanto, passiveis de concessão pública, estaria com sua situação empresarial regularizada. Daí ser-lhes difícil reclamar, mas pagos os impostos devidos, é injusto que se-lhes imponha mais um ônus que só serve para incrementar o assistencialismo oficial preponderante na nação brasileira, sem que seja exigido do cidadão, a contra-partida mínima.

Trânsito
Na última segunda-feira (23/07) este colunista participou de reunião com representantes do Detran-PR, para tratar da reorganização do trânsito em nossa cidade. O pessoal do órgão estadual tem um enfoque que, apesar de relevante (aponta vítimas fatais) não é o que deve ser abordado no momento. É necessário que a nossa cidade seja alvo de engenharia de tráfego, para que sejam tomadas as providências necessárias à correta sinalização de acessos a ruas, proibição de tráfego de veículos pesados, fiscalização de documentação, estacionamento, e, finalmente, disciplina-mento com a aplicação das cominações legais inerentes à matéria (multas, apreensão de veículos, etc.). Não é mais aceitável que o uso de veículos seja exercido ao bel-prazer de proprietários e condutores, sem que a lei seja aplicada. Se as providências necessárias não forem tomadas hoje, daqui a algum tempo elas não serão mais possíveis. O poder público deve enfrentar o problema, oferecendo alternativas viárias que permitam o regular fluxo do trânsito, pois a desordem vigente, especialmente às segundas e sextas feiras, não pode persistir. Não queremos aqui, culpar os dirigentes atuais, pois os problemas vem de longa data, mas é preciso que a autoridade competente busque as alternativas. O encontro de segunda-feira pode ser o início da projeção futura, com a educação preventiva nas escolas e outros segmentos da sociedade, mas antes de tudo, deve haver o enfrentamento do caos existente. Desse caos ha que se destacar os acessos às duas principais escolas da cidade (Prefeito Octávio Furquim e Manoel Borges de Macedo), que precisam ser readequadas. Quanto à da Escola Manoel Borges de Macedo, consta que já existe a projeção do acesso pela Rua Aidê Rocha, nos fundos do estabelecimento. Há informações de que o estado não tem verbas para a realização do projeto, mas como se trata de um problema urbano municipal, a administração local deve se ater ao problema e resolve-lo da melhor forma possível. Já na Escola Prefeito Octávio Furquim, há uma rua nos fundos que, com algumas providências, pode servir de acesso. Na atual situação, o estacionamento de ônibus e “vans” em frente ao estabelecimento, tumultua o trânsito, embora a prefeitura - acertadamente - disponha de pessoa para a proteção das crianças. As diversas bancas existentes no local, também são fator de dificuldades, pois o pedestre não tem alternativas. Aliás, na Rua Cel. Carlos Pioli, em toda sua extensão, deveria haver o estacionamento em 45° de um lado só. Se for preciso instituir o chamado Estacionamento Regu-lamentado pago, que se faça, pois o tumulto é geral e deve ser enfrentado.

Telefone interurbano em Rio Branco do Sul e Itaperuçu

Para a gente avaliar como as multinacionais “mandam” neste país, é só constatar o que está ocorrendo nesta semana com a nossa telefonia. A Brasil Telecom, principal operadora do nosso Estado, esmerou-se em informar aos usuários a mudança de faturamento por pulsos, para minutos, o que ainda não se sabe se vai beneficiar oy prejudicar o assinante. Agora, sem qualquer aviso, simplesmente a Anatel determina que apenas Campo Largo, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré e/o estariam caracterizadas como “conurbadas”, isto é, adjacentes à capital.
Afirmam que a supressão da chamada “assinatura” deve ser suprimida, o que beneficiaria os usuários.
Com a implantação do interurbano para Rio Branco e Itaperuçu, essa “perda” das operadoras seria “compensada”, não é mesmo ? É assim que funciona . . .
Acontece que, tanto aqui, como em Itaperuçu, aconteceram movimentos que suprimiram o interurbano, que agora volta.
Aqui em Rio Branco a Votoran e a Prefeitura Municipal operam com os prefixos 3355 o que faz om que tenhamos que pagar interurbano para falar com a empresa e a prefeitura. Não é um acinte ?
Eu só quero ver, agora, a interferência dos nossos poderes constituidos para conseguir a eliminação de mais este absurdo capitalista. E não adianta apelar para o vereador Araslei, que se empenhou para eliminação, nem querer jogar a culpa para o prefeito, alegando sua inoperância junto às autoridades. É preciso que os eternos “paraquedistas” que aqui pousam quando de eleições (Ratinho, Takayama, os Simões, Max Rosenman, e outros, para que interfiram “lá em cima”, acabando com a “festa” das operadoras.
Está aberta a discussão. Espero os comentários.

Considerando (1)

Os acontecimentos em Itaperuçu, pequena célula administrativa do nosso país, é um reflexo do que ocorre em todo o Brasil. É deputado envolvido em compra superfaturada de ambulâncias; é Ministério da Saúde envolvido em processos ilícitos (sanguessugas); é ex-deputado participante de crimes contra a economia popular (caça-níqueis); é senador justificando gastos particulares com dinheiro sujo; enfim, legisladores que deveriam cumprir a lei que eles mesmos instituiram, além de governadores acusados de participação nessa série interminável de denúncias que criam manchetes lamentáveis para jornais, rádio e TV.
Este colunista, em certa ocasião, advertiu o prefeito José de Castro França (o Saruva) de que, a persistirem os desmandos de seu filho Denilson, Secretário de Finanças, ele poderia ser a vítima. Não deu outra. Saruva é, sabidamente, ingênuo e, por certo, foi envolvido nas atividades dúbias do filho.
Mas, mesmo assim, o próprio Saruva, democraticamente elevado ao cargo de prefeito pela população de seu município, já demonstrava que “o poder inebria”. Arvorava-se em detentor de “todo o poder”, menosprezando vozes amigas que o advertiam sobre os percalços que a Lei de Responsabilidade Fiscal impunha aos prefeitos, de tempos para cá.
Que beneficiou seu município com boas obras de urbanização, é inegável; que seu prestigio político era ascendente, não há dúvidas, a ponto de que não se apresentavam opções políticas capazes de enfrenta-lo nas eleições do próximo ano. O episódio que aconteceu no último dia 27, pode ter sido o “Waterloo” de Saruva. No auge de sua popularidade, é lançado à vala dos infratores comuns, salvo prova em contrário que a justiça possa estabelecer. Não se condene o homem, sem proporcionar-lhe direito de ampla defesa, mas que a justiça faça com que deslizes sejam punidos e que prejuízos causados sejam ressarcidos, seja pecuniariamente, seja pelo arresto de bens ilícitamente adquiridos. É o mínimo que a população honesta aspira, doa a quem doer.

Matéria para o jornal Tribuna do Minérios.

Preso o Prefeito de Itaperuçu

Há muito o RAIO X vem alertando sobre a forma incongruente e amadora com que é administrada a Prefeitura de Itaperuçu, a ponto de, certo dia o Diretor do RX ter advertido o prefeito de que, as atitudes de seu filho e secretário municipal, poderiam levá-lo a conseqüências sérias.
Não se sabe, ainda, os motivos que levaram a Polícia a prender o prefeito, seu filho e secretário e outros componentes daquela administração.
A forma agressiva com que o secretário Denilson tratava adversários ou aqueles que não compartilhavam de suas atividades, a constante formulação de denúncias de que estaria construindo prédios em Almirante Tamandaré, sua flagrante demonstração de enriquecimento rápido e outros fatores, faziam com que muitos mantivessem dúvidas quanto à lisura da administraçao.
Se Saruva nada deve, a justiça haverá de demonstrá-lo, mas prevalece a assertiva de que “algo não está correto”, o que deve ser apurado. Aguardemos os acontecimentos.
P.S. Ao encerramento desta nota, soube-se que o prefeito já havia sido solto.

Falecimento

Faleceu nesta madrugada (17.06)no Hospital Nossa Senhora do Pilar, em Curitiba, o industrial Policarpio Czelusniak, que residia há muitos anos na localidade de Tranqueira, município de Almirante Tamandaré.
Policarpio, ou Polica, como era conhecido, tinha 83 anos e meses, era pai de 6 filhos, quatro homens, João Antonio, Antonio Paulo, Luiz Carlos e Renato José, e duas filhas, Goretti e Angela. Deixou netos e bisnetos. Foi fundador da Indústria de Cal e Calcário Iguaçu, uma das pioneiras do ramo na região. “Polica” foi um dos principais construtores da Igreja católica da localidade em que também construiu sua vida e de sua família.
Era exímio jogador de “truco” e fazia desse lazer um de seus hobbies prediletos. O diretor do RAIO X teve oportunidade de viajar com o extinto, pelo Paraguai e Argentina e, num 7 de setembro, feriado no Brasil, ao retornar ao nosso país via San Javier/Porto Xavier, no nordeste do Rio Grande do Sul, em que a travessia era feita por balsa e já tinha saído a última, ambos os casais tiveram que se hospedar num hotel improvisado, ainda na Argentina. No dia seguinte, ao atravessar o Rio Uruguai e aportar em Porto Xaver (RS) a contempar os vastos trigais, proferiu uma frase que o diretor do RX nunca esqueceu: “Este é o meu Brasil, exclamou Polica, ante a desoladora paisagem que havia visto no dia anterior, no norte/nordeste da Argentina.
Sua indústria foi das primeiras anunciantes do RAIO X, além de cliente da Mayer Contábil por quase 40 anos.
A família Mayer manifesta aos familiares do extinto, votos de pesar e sentimento.